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Novas pesquisas constatam que o consumo de cereais infantis está associado a uma melhor ingestão de nutrientes

abr 15, 2020

Uma pesquisa sobre os padrões de alimentação infantil constatou que bebês e crianças pequenas que consomem cereais infantis, como cereais de arroz, tiveram maior consumo de nutrientes importantes, como cálcio, magnésio, ferro, zinco e vitamina E. Os consumidores de cereais infantis também apresentaram menor probabilidade de ingestão inadequada de ferro, cálcio e vitamina E - nutrientes importantes para crianças em desenvolvimento. O estudo, Nutrient intake, introduction of baby cereals and other complementary foods in the diets of infants and toddlers from birth to 23 months of age, publicado na AIMS Public Health, ilustra a importância do cereal infantil na dieta de lactentes e crianças de primeira infância para alcançar uma nutrição adequada.

 
Este estudo examinou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES), uma pesquisa nacional, realizada nos EUA, sobre ingestão de alimentos, de 2001 a 2014, para avaliar a ingestão de alimentos em lactentes e crianças desde o nascimento até 23 meses. O estudo avaliou quatro faixas etárias – de 0 a 3 meses; de 4 a 6 meses; de 7 a 11 meses; e de 12 a 23 meses – e o papel do consumo de cereais infantis, como o cereal de arroz. Os pesquisadores investigaram se o consumo de cereais para bebês estava relacionado a diferentes padrões alimentares, status de nutrientes e ingestão de açúcares adicionados, gordura saturada e sódio, quando comparados a não consumidores de cereais..

Quando introduzido tão logo quanto aos 4 meses, o cereal infantil, incluindo o cereal de arroz, está associado a um melhor estado nutricional. Dos 4 aos 6 meses de idade, os bebês que ingeriram cereais ingeriram mais calorias, carboidratos, grãos integrais e nutrientes essenciais, como vitamina B6, cálcio, ferro e magnésio. À medida que os bebês estão mais velhos, os resultados permanecem semelhantes. Dos 7 aos 11 meses, constatou-se que os consumidores de cereais infantis consumiam mais carboidratos, vitamina E, cálcio, ferro, zinco e magnésio. Além do primeiro ano de vida, o consumo de cereais para bebês continuou associado a uma maior ingestão de ferro, zinco e vitamina E.

"Com base nos resultados, as recomendações dietéticas para bebês desde o nascimento até 23 meses deveriam incluir cereais infantis - como cereais de arroz - devido ao seu papel na manutenção do status de nutrientes que apoiam o crescimento e o desenvolvimento", sugere a autora do estudo, Theresa Nicklas, doutora em saúde pública.

No geral, o estudo demonstra que há um forte benefício de saúde pública em oferecer cereais infantis para lactentes de 4 a 11 meses. Os dados indicam que a oferta de cereais infantis, como o cereal de arroz, como um dos primeiros alimentos dos bebês, tem um impacto positivo no estado nutricional. Os bebês que consumiram cereais infantis, durante os dois primeiros anos de vida, tiveram uma nutrição mais completa e equilibrada do que aqueles que não foram alimentados com cereais para bebês. Embora sejam necessárias mais pesquisas, este estudo demonstra uma ligação entre a alimentação de bebês e crianças pequenas com cereais infantis com um perfil nutricional geral melhorado.

"Os resultados deste estudo constroem uma forte justificativa para os benefícios de oferecer cereais infantis aos lactentes e crianças pequenas", diz Nicklas. "Como o Comitê Consultivo das Diretrizes Dietéticas procura avaliar os padrões alimentares e o estado nutricional de crianças de 0 a 23 meses, é importante considerar o papel do cereal infantil na dieta de bebês e crianças pequenas", continua ela.

O estudo recebeu apoio da The Rice Foundation.

Nicklas TA, O'Neil CE & Fulgoni VL III. (2020). Nutrient intake, introduction of baby cereals and other complementary foods in the diets of infants and toddlers from birth to 23 months of age. AIMS Public Health, 7(1): 123-147. doi: 10.3934/publichealth.2020012

Mais informações:

https://www.eurekalert.org/pub_releases/2020-03/pc-nrf031020.php

http://www.aimspress.com/article/10.3934/publichealth.2020012

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